Treino para posterior de coxa que fortalece suas pernas e melhora seu equilíbrio

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Treino para o posterior da coxa (isquiotibiais): por que vale a pena e como começar hoje

Você quer pernas mais fortes e menos dores lombares? Este guia prático foca no posterior da coxa e traz exercícios para força, flexibilidade e estabilidade. São dicas diretas para montar um treino equilibrado e seguro.

  • Melhora equilíbrio e postura
  • Ajuda a prevenir dores lombares e lesões
  • Inclua: agachamento sumô, stiff (RDL), levantamento terra e flexão de pernas
  • Aumente a carga gradualmente e respeite seu nível

O que os isquiotibiais fazem por você

  • Flexionam o joelho e estendem o quadril — essenciais ao correr e empurrar o corpo para frente.
  • Mantêm a estabilidade do quadril e do joelho.

Ignorar os isquiotibiais gera desequilíbrio muscular, piora a performance e aumenta o risco de dor. Profissionais recomendam treinar progressivamente, respeitando histórico de lesões e condicionamento.

Antes de começar: aquecimento e segurança

Aqueça sempre para evitar lesões:

  • Mobilidade de quadril: círculos (10 por lado)
  • 2 séries de 12 agachamentos sem peso
  • Balanços dinâmicos de perna: 10 por perna

Dicas de segurança:

  • Mantenha a coluna neutra durante os movimentos.
  • Respire: exale na fase de esforço.
  • Aumente carga gradualmente.
  • Se houver dor aguda, pare e procure orientação.

Exercícios essenciais para o posterior da coxa

Foque no controle do movimento, não só no peso. Aqui estão cinco movimentos com variações.

1) Agachamento sumô

Como executar:

  • Pés mais afastados que a largura dos ombros, dedos apontando levemente para fora.
  • Desça até as coxas paralelas ao chão, tronco ereto; suba empurrando pelos calcanhares.

Séries: 3–4 x 10–12
Variações: sem peso (iniciante); goblet sumô ou barra (avançado)
Erro comum: joelhos caindo para dentro — mantenha alinhamento com os pés.

2) Stiff (RDL — levantamento romeno)

Como executar:

  • Segure barra ou halteres à frente das coxas; joelhos levemente flexionados.
  • Incline o tronco mantendo costas retas, sentindo o alongamento no posterior da coxa; retorne empurrando os quadris para frente.

Séries: 3–4 x 8–10
Variações: halteres leves ou apenas toque nas coxas (iniciante); maior carga ou ritmo lento (avançado)
Erro comum: curvar a coluna — mantenha coluna neutra.

3) Flexão de pernas (leg curl)

Como executar deitado:

  • Deite de bruços na máquina ou banco; leve os pés em direção às nádegas contraindo os isquiotibiais; desça devagar.
VEJA  Entenda a cefaleia tensional: sintomas, causas e como prevenir essa dor de cabeça

Séries: 3–4 x 12–15
Variações: bola suíça (pés sobre a bola e puxar em direção à bunda); elástico no tornozelo.
Erro comum: movimentar o tronco — mantenha quadril estável.

Para alternativas sem máquina, veja opções de exercícios em casa que substituem equipamentos.

4) Alongamento do posterior da coxa

Como executar:

  • Sente-se com uma perna estendida e a outra dobrada; incline o tronco à frente com costas retas e alcance o pé estendido.
  • Segure 20–30 s por perna.

Por que fazer: aumenta flexibilidade, reduz tensão e melhora amplitude.
Dica: desconforto moderado ok; nunca dor intensa.

5) Levantamento terra

Como executar:

  • Barra próxima às canelas; agache e pegue a barra mantendo coluna alinhada.
  • Suba estendendo joelhos e quadris simultaneamente; desça com controle.

Séries: 3–4 x 8–10
Variações: halteres ou barra leve (iniciante); mais carga e técnica refinada (avançado)
Erro comum: subir só com a lombar — use pernas e quadris.

Plano prático: como montar sua semana de treino

Treine 2–3 vezes por semana, com recuperação entre sessões. Sugestões:

Plano A — 2x/semana (iniciante/intermediário)
Dia 1:

  • Aquecimento (8 min)
  • Agachamento sumô: 3×10–12
  • Stiff: 3×8–10
  • Alongamento: 2x30s/ perna

Dia 2 (48–72 h depois):

  • Aquecimento
  • Levantamento terra: 3×8–10
  • Flexão de pernas: 3×12–15
  • Alongamento: 2x30s/ perna

Plano B — 3x/semana (experiência)

  • Dia 1 (força): Levantamento terra 4×5–6 (peso maior) agachamento sumô 3×8
  • Dia 2 (recuperação ativa): mobilidade e alongamento longo
  • Dia 3 (volume): Stiff 4×10 flexão de pernas 4×12–15

Se quiser estruturar um plano mais detalhado de hipertrofia e progressão, confira estratégias para montar um plano semanal de treino de hipertrofia.

Exemplo de tabela:

Exercício Séries Repetições Descanso
Agachamento sumô 3–4 10–12 60–90 s
Stiff 3–4 8–10 90 s
Flexão de pernas 3–4 12–15 60 s
Levantamento terra 3–4 8–10 90–120 s
Alongamento 2 20–30 s

Progresso: aumentar a carga sem riscos

  • Aumente o peso só quando fizer todas as séries com boa técnica.
  • Suba 2,5–5% por vez.
  • Alternativas: aumentar repetições ou reduzir descanso.
  • Ritmo sugerido: 2 s subindo, 2 s descendo para controle.

Para quem busca ganho de massa e força, aplicar princípios de periodização e progressão do treino de hipertrofia ajuda a evitar platôs.

Como identificar desequilíbrio muscular

Sinais:

  • Uma perna mais forte ou maior que a outra.
  • Dor recorrente na lombar.
  • Alteração na passada.
  • Compensações ao executar movimentos.

O que fazer:

  • Inclua exercícios unilaterais (stiff unilateral, afundo).
  • Procure avaliação profissional se a diferença for marcada.

Ajustes para quem tem limitações

  • Lombar sensível: evite cargas altas no levantamento; prefira variações com halteres e foque na ação do quadril. O Pilates pode ser uma alternativa segura para fortalecer o core sem sobrecarregar a lombar.
  • Problemas no joelho: priorize stiff e leg curl com pouca carga; agachamento sumô com amplitude reduzida.
VEJA  Elevação de quadril unilateral: fortaleça glúteos e core

Rotina de recuperação

  • Durma bem — a recuperação é essencial.
  • Alongue leve no dia seguinte.
  • Massagem e liberação miofascial com rolo ajudam.
  • Hidrate-se e consuma proteína adequada.

Atividades complementares de baixa intensidade, como caminhada regular ou sessões de Pilates, aceleram a recuperação e mantêm mobilidade.

Erros comuns e como evitar

  • Focar só em glúteos e esquecer o posterior — mantenha equilíbrio.
  • Aumentar peso rápido — progrida gradualmente.
  • Má técnica — grave o treino para checar postura.
  • Ignorar mobilidade — incorpore alongamento e exercícios de mobilidade.

Equipamentos e alternativas em casa

  • Sem equipamento: sumô sem peso, stiff com garrafas, flexão de pernas com bola ou elástico — veja mais ideias em exercícios em casa.
  • Com halteres: stiff, agachamento sumô e levantamentos.
  • Com barra: ideal para cargas maiores (levantamento terra).
  • Calçados: escolha tênis adequados para suporte e conforto — confira recomendações de tênis para caminhada que também servem para treinos leves.

Como saber que o treino está funcionando

  • Mais firmeza e resistência ao subir escadas.
  • Menos dor ou tensão lombar com o tempo.
  • Aumento de carga ou repetições sem perder técnica.
  • Melhor equilíbrio e postura ao caminhar.

Exercícios aeróbicos complementares melhoram condicionamento e recuperação entre sessões (entenda os benefícios dos aeróbicos).

Perguntas frequentes (FAQ)

  • Posso treinar posterior da coxa todos os dias?
    Não. Esses músculos precisam de 48–72 horas para recuperar. Treine 2–3x/semana.
  • Devo sentir dor depois do treino?
    Desconforto moderado (dor muscular tardia) é normal. Dor aguda não é normal — pare e reavalie.
  • Quanto tempo até ver resultados?
    Em 4–8 semanas, com consistência, você notará ganhos em força e flexibilidade.
  • É melhor alongar antes ou depois do treino?
    Alongamento dinâmico antes; alongamento estático mais longo depois.
  • Esses exercícios melhoram meu equilíbrio?
    Sim. Os isquiotibiais estabilizam quadril e joelho; variações unilaterais aumentam ainda mais o equilíbrio.

Plano de 12 semanas (exemplo)

Semana 1–4 (base)

  • 2 treinos/semana — foco em técnica, 3 séries por exercício.

Semana 5–8 (progressão)

  • 2–3 treinos/semana — aumente carga gradualmente e inclua uma variação unilateral por treino.

Semana 9–12 (força)

  • 3 treinos/semana — um treino de força (menos repetições, mais peso) e um de volume.

Registre cargas, repetições e sensações para acompanhar progresso.

Conclusão

Cuidar do posterior da coxa é essencial: traz força, estabilidade e reduz dores lombares. Priorize técnica, aquecimento e recuperação. Aumente a carga em pequenos passos, varie entre bilaterais e unilaterais e mantenha a consistência. Treine 2–3x por semana, alongue, hidrate-se e durma bem — em poucas semanas você sentirá mais potência, menos tensão e melhor postura.

Quer continuar? Leia mais em https://jornalsaudebemestar.com.br.

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