Roer unhas parece algo simples, quase automático. Muita gente faz desde a infância e leva o hábito para a vida adulta sem dar importância. Mas quando roer unhas se torna frequente ou difícil de controlar, ele deixa de ser apenas um costume e passa a ser um sinal de alerta do corpo e da mente.
Além da questão emocional, o hábito de roer unhas pode afetar a saúde, incluindo a pele, os dentes e até a imunidade, já que as mãos estão em contato constante com microrganismos.
Hoje, você vai entender por que roer unhas pode estar ligado à ansiedade, quais impactos esse hábito tem no organismo e quando ele merece mais atenção.
Leia com calma. Pequenos hábitos repetitivos costumam esconder mensagens importantes do corpo.
Roer unhas é só um hábito nervoso ou algo mais?
Em muitos casos, roer unhas vai além de um simples hábito. Ele costuma estar associado a estados emocionais como ansiedade, tensão, estresse e dificuldade de lidar com emoções.
Esse comportamento funciona como:
- Uma forma de aliviar tensão momentânea
- Um gesto automático diante do nervosismo
- Uma tentativa inconsciente de autorregulação
O problema é que o alívio é temporário, e o ciclo tende a se repetir.
Qual a relação entre roer unhas e ansiedade?
A relação é direta. A ansiedade gera inquietação interna, e o corpo busca uma saída física para descarregar essa tensão.
Roer unhas costuma aparecer:
- Em momentos de estresse
- Durante preocupação excessiva
- Em situações de cobrança
- Quando a mente está acelerada
Mesmo quando a pessoa não se considera ansiosa, o corpo pode estar mostrando esse sinal.
Roer unhas pode acontecer sem perceber?
Sim, e isso é muito comum. Muitas pessoas roem unhas de forma automática, sem notar que estão fazendo isso.
Isso acontece porque:
- O hábito se torna condicionado
- O gesto é acionado por gatilhos emocionais
- O cérebro associa o ato a alívio
Quando a pessoa percebe, a unha já foi roída.
Como o hábito de roer unhas afeta a imunidade?
Afeta mais do que parece. As unhas e a região ao redor acumulam bactérias, vírus e sujeira, mesmo quando as mãos parecem limpas.
Ao levar as unhas à boca:
- Microrganismos entram no organismo
- A boca vira porta de entrada para infecções
- Pequenas lesões facilitam contaminação
Esse contato frequente pode sobrecarregar o sistema imunológico, especialmente em pessoas mais sensíveis.
Roer unhas pode causar infecções?
Pode sim. Feridas ao redor das unhas são portas abertas para infecções locais, além de inflamações dolorosas.
Alguns problemas comuns incluem:
- Inflamação da cutícula
- Dor e vermelhidão nos dedos
- Infecções bacterianas
- Desconforto constante nas mãos
Além disso, a cicatrização fica prejudicada quando o hábito persiste.
O hábito afeta dentes e boca?
Afeta. Roer unhas pode desgastar dentes, causar microtrincas e sobrecarregar a mandíbula.
Com o tempo, pode levar a:
- Dor na articulação da mandíbula
- Sensibilidade dentária
- Alterações na mordida
É um impacto silencioso, que aparece aos poucos.
Crianças e adultos roem unhas pelos mesmos motivos?
Nem sempre. Em crianças, o hábito pode estar ligado a insegurança, mudanças na rotina ou imitação. Já em adultos, costuma ter relação mais forte com ansiedade, estresse crônico e sobrecarga emocional.
Em ambos os casos, o comportamento merece atenção quando é frequente e intenso.
Tentar parar à força funciona?
Geralmente não. Forçar a interrupção sem lidar com a causa emocional costuma gerar frustração.
Quando a ansiedade não é cuidada:
- O hábito migra para outro comportamento
- A tensão aumenta
- O alívio não acontece
O foco deve ser entender o gatilho, não apenas bloquear o gesto.
Como reduzir o hábito de roer unhas de forma mais eficaz?
Algumas estratégias ajudam quando combinadas:
- Identificar momentos em que o hábito aparece
- Reduzir estímulos de estresse
- Manter as mãos ocupadas
- Criar consciência do gesto
- Cuidar da saúde emocional
Não é sobre perfeição, e sim sobre reduzir a frequência aos poucos.
Quando roer unhas merece mais atenção?
É importante observar quando:
- O hábito é diário e intenso
- Há feridas frequentes
- Existe sofrimento emocional associado
- O comportamento causa vergonha ou dor
- Outras queixas de ansiedade estão presentes
Nesses casos, olhar para o emocional é essencial.
Conclusão
O hábito de roer unhas não deve ser visto apenas como uma mania inofensiva. Ele pode indicar ansiedade, estresse emocional e dificuldade de autorregulação, além de afetar a saúde da pele, da boca e até a imunidade.
Ouvir esses sinais é uma forma de cuidar do corpo e da mente ao mesmo tempo. Continue acompanhando o Jornal Saúde Bem-estar para acessar mais conteúdos claros, humanos e confiáveis sobre saúde emocional, hábitos do dia a dia e qualidade de vida.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Roer unhas é sempre ansiedade?
Nem sempre, mas na maioria dos casos está ligado a tensão emocional.
O hábito pode afetar a saúde?
Pode sim. Afeta unhas, pele, dentes e pode impactar a imunidade.
Roer unhas baixa a imunidade?
Indiretamente, sim, por aumentar a exposição a microrganismos.
Forçar parar resolve?
Geralmente não. É importante cuidar da causa emocional.
Crianças que roem unhas precisam de atenção?
Sim, especialmente se o hábito for frequente ou intenso.





